Era quase impossível caminhar pelos longos caminhos de pedra negra
sem nos lembrar do enorme castelo que fica no final da floresta proibida. O
castelo deveria ser uma das residências mais belas de todo o reino, mas aquele
era especial vivia rodeada pela
escuridão como se a luz fosse proibido de aparecer e dar um pouco de vida e luminosidade naquele lado do reino.
A travessia entre
a cidade e o castelo era somente permitida ao médico da cidade e ao mercador,
era estranho todo aquele mistério à volta do enorme edifício onde vivia a família real. Muitos diziam que era
assombrada por demónios.
A cidade era
considerada uma das mais belas dos Seis Reinos principais. O desenvolvimento da
cidade era cada vez mais rápido a cada ano que passava, as colheitas eram boas,
os pastos são fartos e verdejantes onde o gado cresce e se alimenta ao longo da
primavera e verão até à chegada do inverno rigoroso de DarkVille.
As primaveras eram
deslumbrantes quando as árvores e as flores começavam a se abrir para embelezar
os vastos jardins e canteiros por toda a cidade. Os campos selvagens ficavam
num tom amarelo e vermelho devido às flores do campo que lá nasciam, dando um
toque inocente e alegre aos campos que rodeavam a cidade.
Era bom caminhar
pelos campos de terra que davam acesso aos campos e sentir a fragrância das
flores que empenhavam o ar com o seu cheiro doce e primaveril.
No final de um dos
campos éramos capazes de ver os grandes campos de milho, trigo e verduras,
dando uma vivacidade ao local tão encantador. Via-se os moinhos a trabalhar
lentamente, via-se as crianças a correrem pelas plantas altas enquanto os pais
ou até mesmo os irmãos trabalhavam, via-se as grandes carroças a serem deslocadas por dois bois enormes enquanto os agricultores apanhavam os frutos
do cultivo para venderem na feira que se iria realizar no centro da cidade.
O livro que eu
havia comprado hoje descansava em minhas pernas enquanto eu observava sentada
num cobertor que estava estendido nas pedras altas da pequena colina de onde se
via toda a cidade.
Eu vivo com o meu
pai e minha irmã mais nova numa pequena casa no cimo da colina que dividia a
cidade da floresta proibida. Do meu quarto no terceiro piso da casa dava para
ver o enorme castelo que ficava do outro lado. Eu sou filha de um agricultor e
juntamente com ele trabalho duramente na pequena horta que temos atrás da nossa
pequena de três andares. Minha irmã mais nova ajudava no que podia em casa no
seu tempo livre (depois da escola).
Rennesme com
apenas 16 anos era bastante inteligente o que lhe dava uma pequena vantagem aos
alunos da pequena turma que ela pertencia.
Minha mãe havia
morrido à cinco anos depois que adoeceu gravemente do dia para a noite,
acabando por morrer três semanas depois. Foi um choque enorme para todos nós,
meu pai amava desesperadamente minha mãe e acabou por virar um homem recluso e
por vezes distante, mas nunca nos deixou faltar nada.
Para mim a morte
da minha mãe foi um estalo de realidade e a partir desse dia tive que ser forte
pelo meu pai e pela minha irmã fazendo
assim com que eu cresce-se rapidamente.
Era duro ser uma
dona de casa com tão pouca idade, mas eu havia aprendido com aquele
acontecimento e passei a viver a vida como se não houve amanhã.
Hoje o dia estava
estranho o ar estava pesado, quase sombrio e o amanhecer mais parecia o final
de mais um dia sombrio e chuvoso. O horizonte tinha uma mistura estranha de cinzento laranja e branco sujo. Olhei em direcção ao castelo e o meu coração
apertou-se dentro de mim quando vi uma enorme nuvem negra rodear lentamente o
enorme edifício.
Fechei os meus
olhos e ao longe (quem sabe até mesmo dentro da minha mente) era capaz de ouvir
o som cortante de um grito estrondoso e sofrido. Uma lágrima desceu rapidamente
pelo meu rosto e logo o grito sofrido foi substituído por um choro baixo e fino
de uma criança.
O meu corpo ficou
pesado e de repente várias imagens desfocadas inundaram a minha mente. Uma voz sussurrou sofregamente o meu nome mas parecia que quanto mais ele ou ela queria
falar mais longe ele ficava.
Quando abri os
meus olhos eu levantei-me num pulo rápido e apanhei todas as minhas coisas que
havia trazido comigo. Olhei mais uma vez na direcção do castelo e reparei que a
nuvem estava cada vez mais densa e pesada a cada minuto que passava.
Sem olhar para
trás corri desesperadamente em direcção à minha casa enquanto a minha mente
trabalhava a todo o vapor para encontrar uma solução ou até mesmo uma
explicação para todo aquele momento bizarro, mas nada daquilo fazia sentido na
minha mente, nada batia certo.
Antes de eu poder
chegar ao hall da minha casa, parei repentinamente quando vi uma fumaça branca
formar um redemoinho denso até que apareceu uma mulher loira com um longo
vestido branco com adornos azuis e vermelhos, seus cabelos estavam soltos e
batiam em sua cintura e em sua cabeça uma pequena tiara com brilhantes brancos
e verdes esmeralda chamava a atenção enquanto contrastavam perfeitamente com a
pele branca quase translucida da mulher á minha frente.
Os seus olhos cor
de âmbar brilhavam e seu sorriso branco mostrava um entusiasmo, esperança e
felicidade que eu nunca vi em toda a minha vida. A minha mente começou a ficar
ainda mais agitada com todo aqueles acontecimentos estranhos num só dia que eu
certamente iria analisar assim que eu me deita-se em minha cama depois de mais
um dia.
Será que eu estou a ficar maluca?
Minha mente
começou a analisar mais uma vez todos os pormenores que haviam acontecido em
menos de uma hora e logo toda ela entrou em combustão. Estava tudo muito
confuso naquele momento, eu não sabia quem era esta mulher por mais bem vestida
que ela estivesse, eu não sabia que voz era aquela que eu havia escutado na
minha mente quando eu olhei em direcção ao castelo e eu não sabia o porque do
meu coração estar tão ansioso e a bater com tanta velocidade em meu peito!
[continua..
Olá meninas e meninos
Este é o meu novo blog espero que gostem e que comentem para eu poder dár continuedade á historia.
Beijos até ao proximo capitulo!